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Após vários anos administrando um portal de empregos, já recebi vários depoimentos interessantes de empresas que trabalham na área de recrutamento e seleção, entretanto, uma das últimas mensagens, embora não relatasse nada de extraordinário, mereceu minha especial atenção. A mensagem era de uma analista de RH e descrevia uma pesquisa por ela realizada, que apontava um sensível crescimento na quantidade de jovens com formação de nível superior e que estavam à procura de emprego.
Com base na pesquisa a analista demonstrava que, quando comparada com números de 14 anos atrás, a quantidade de pessoas na faixa etária entre 25 e 38 anos e com formação de nível superior havia mais do que duplicado. Indicava também, que para os jovens que estavam na idade adequada ao ingresso na faculdade – entre 18 e 24 anos, o crescimento era mais moderado, não ultrapassando uma vez e meia a quantidade registrada em 1994.
Analisando-se a meta estabelecida pelo PNE - Plano Nacional de Educação que estima chegar em 2011 com pelo menos 30% dos jovens brasileiros matriculados em algum curso superior, veremos que o trabalho apresentado pela analista apresenta números coerentes com esse objetivo. Reservo-me o direito de não acreditar que o percentual de 30% seja atingido nos próximos quatro anos, mas, não se passará uma década sem que estejamos comemorando esta conquista.
Embora a pesquisa acima e os números dos órgãos oficiais, apontem para um crescimento que pressupõe atingir o objetivo estabelecido, existe também a preocupação em reduzir a repetência e proporcionar condições para que as crianças ingressem mais cedo no ensino fundamental; Penso que, atendidas essas premissas, nos próximos 10 anos, atingiremos os números estabelecidos pelo PNE.
Os números da pesquisa são, também, reforçados pelos dados apresentados pelo INEP – Instituto de Pesquisa ligado ao MEC e estão em sintonia com a visão de futuro dos gestores do Plano Nacional de Educação; Comemorar, entretanto, ainda não é o momento, porque o feedback recebido do mercado de trabalho informa que a grande maioria desses jovens não atende as exigências das vagas oferecidas e não está preparada para assumir um posto de trabalho compatível com a sua formação.
Daí a necessidade inadiável de maior investimento, por parte das autoridades da área da educação, na qualidade do ensino e na profissionalização dos jovens, iniciando lá na educação infantil e estendendo-se até o ensino superior. Para reforçar essa afirmação, utilizo a citação do filósofo e economista Peter Ferdinand Drucker, considerado o Pai da Gestão Moderna - ciência que trata sobre pessoas nas organizações:
“O conhecimento e a informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país”.
Mesmo atingindo a meta estabelecida pelo PNE e oferecendo educação de qualidade, ainda não será possível resolver de forma satisfatória, o problema da oferta de emprego. Para isso, o Brasil precisa consolidar uma política de desenvolvimento econômico que nos permita conviver com alguns anos seguidos de crescimento econômico superior a 5% do PIB – Produto Interno Bruto.
Estamos no século XXI e participamos da sociedade do conhecimento. Não podemos nos conformar com jovens vivendo a margem desta sociedade sem acesso à educação, cultura e aos conhecimentos necessários a sua inserção no mercado de trabalho. É preciso cultivar o hábito de “Aprender a Aprender”. A disputa pelo emprego, neste cenário de alta competitividade, nos impõe a obrigação do estudo constante e do aprendizado permanente.
IRAN RIBEIRO - CONSULTOR
Cursou Economia na Unifor - Universidade de Fortaleza;
Participou do Projeto Oneida no Centro de Excelência em Gestão Amana Key;
Diretor da Empresa Centro da Terra Consultoria Ltda®. - www.cdaterra.com.br
Diretor responsável pelo portal do Banco de Empregos® - www.empregando.com
Especialista em Tecnologia da Informação e Gestão Organizacional.
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